segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Voltando à realidade



FOTO: Yuri Edmundo/Light Press
Por Ricardo Laizo


Parafraseando o ex-técnico celeste Paulo Bento: “quando vencemos não está tudo bem, e quando perdemos não está tudo mal”. A derrota para o Botafogo, no último domingo (11), em pleno Mineirão, demonstra que o Cruzeiro não está isento de problemas, mas não é o fim do mundo. Mesmo com a derrota, a Raposa tem uma das quatro melhores campanhas do segundo turno.


O triste não é perder, pois uma hora vai acontecer, o problema é perder em casa, para um time que goleamos há pouquíssimo tempo, na casa deles. E a derrota, nunca bem-vinda, não é completamente inútil. Esta última serviu para mostrar à torcida que a briga é na parte de baixo. Não adianta sonhar com G4, no momento a realidade é totalmente diferente.


E, mais que isso, espero que tenha servido para provar ao treinador Mano Menezes que Lucas não tem capacidade para jogar pelo Maior de Minas. É incrível como um jogador deste porte tenha chegado a grandes clubes do Brasil. Contra o alvinegro carioca, TODAS as jogadas foram nas costas dele, inclusive os dois gols foram 'mérito' deste excelente atleta. Como se não fosse o suficiente, atrapalhou o que seria o gol do Ábila, no fim do jogo.


A situação para as próximas partidas não é das melhores: o Cruzeiro enfrenta o São Paulo fora, tem o clássico no Mineirão e joga contra o Flamengo, também fora. Para ser sincero, não ouso esperar mais que quatro ou cinco pontos nestas três partidas. Como se não bastasse termos um péssimo retrospecto contra o São Paulo, vamos sem Arrascaeta e Ábila. Vai ser um jogo difícil, e podemos chegar ao clássico vindos de duas derrotas. Tem que trabalhar firme e ter concentração total nesta semana.

sábado, 10 de setembro de 2016

Reabilitamo-nos com o apoio do AA


FOTO: Pedro Vilela/Light Press

Por Lucas Mafra

Passamos maus bocados neste Brasileirão. Bento nos deixou com apenas 15 pontos e uma única e mísera vitória em casa, na zona do rebaixamento e preocupações de sobra. Fechamos o primeiro turno ainda no Z4 com 19 pontos e a certeza que se algo não fosse feito o pior iria acontecer.

Iniciamos o returno com a esperança renovada, uma visível evolução após a chegada de Mano e uma dupla que está causando estragos por onde passa. De fato, chega a ser injusto ressaltar apenas dois jogadores, quando temos um time inteiro se destacando. Mas num futebol moderno onde a moda agora são os trios, 40% de nossa reabilitação passam pelos pés da dupla AA - Arrascaeta e Ábila.

Cada um possui seis gols no brasileirão e o nosso camisa 10 ainda soma sete assistências. Então, parafraseando nossa ex-presidente, não são só 40%, são 40% de gols mais 7 passes que resultaram em gols. Então...bom, acho que deu pra entender. Resumindo, Deus, como eu sou grato por estes dois estarem vestindo o nosso consagrado manto.

Tenho certeza que toda a nação ficou feliz ao ver Alisson de volta e dando uma assistência. É bom ver este precioso fruto da nossa base em campo e espero que ele não retorne tão cedo para o DM.

De acordo com o planejado no início do segundo turno, deveríamos ter apenas mais um confronto direto pela fuga do Z4, mas a nossa ascensão e a queda do tricolor paulista fez surgir mais um jogo decisivo e, cá pra nós, um verdadeiro carma em nossas vidas. Porém, do jeito que as coisas vão caminhando, temos totais chances de ganhar. Quem sabe a nossa dupla nos reabilite também nesta questão praticamente sobrenatural que ronda nossos confrontos.

Preparados para mais um jogo no final de semana, mais uma vez o Mineirão com excelente público e um alvinegro pela frente. Não será tão fácil como no último jogo pela Copa do Brasil, mas está longe de ser complicado também.
Vida longa a nossa dupla e seus gols! Vida longa ao Cruzeiro!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Que não se repita 2015


FOTO: Alexandre Loureiro/Light Press

Por Ricardo Laizo

Parece ser definitivo que o Cruzeiro voltou a jogar futebol. Com exceção do Campeonato Mineiro (que não serve de parâmetro), é a nossa melhor sequência no ano. São seis jogos sem saber o que é derrota. Depois que Mano Menezes assumiu o comando do time, são quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

Os bons números são reflexos do que o time é em campo. Apesar de algumas falhas individuais (Fábio, Lucas e Bruno Rodrigo), o time joga "o fino da bola". O problema é que este pode ser um filme repetido: Cruzeiro brigando no Z4, chega Mano Menezes, conserta o time e quase chega ao G4; o ano termina, Mano vai embora, a diretoria esquece o que passou e não contrata à altura.

Até aqui, a história está exatamente igual à do ano passado. A única diferença é que a Raposa ainda está na disputa da Copa do Brasil. A propósito, o Cruzeiro tem enormes chances de se tornar penta no torneio. Se não acontecer uma tragédia de uns 3 titulares machucarem, o Maior de Minas é um dos favoritos a levar a taça.

Voltando à questão da diretoria, eu sinceramente não confio em quem está lá. Deram (e dão) muito mais atestados de incompetência do que o contrário. Contratar Sóbis, Ábila e cia não foi mais que obrigação. Tê-lo feito com 6 meses de atraso tira 90% do mérito. Mas, como diz minha avó, não adianta chorar sobre o leite derramado.

Eles ainda têm quatro meses para aprender a lição e não repetir a grande burrada. Até lá, embora no Brasileirão o Cruzeiro esteja sem pretensão (nem G4, muito menos Z4), na Copa do Brasil a Raposa está especialmente viva.

sábado, 3 de setembro de 2016

Aqui não queridinha



FOTO: Alexandre Loureiro/Light Press

Por Lucas Mafra


Botafogo, este pequeno time carioca que tenta manter status de grande, mas quando chega em Minas costuma provocar estragos. Mas aqui não queridinha, aqui não neném. Aqui o manto é azul e não essa camuflagem de zebra pra tentar esconder a essência de cavalo paraguaio. Até simpatizo um pouco com a estrela solitária, já nos deu algumas alegrias, mas dessa vez o adversário tinha outro nível, mais elevado, do tipo que não vai temer, temer aqui de forma alguma, Deus nos livre e guarde disso.


Classificação praticamente garantida está na hora de mudar a chave para o Brasileiro. Embora o América já seja um rebaixado certo, ele requer respeito, afinal estamos falando do único time que foi capaz de ganhar da gente nos últimos dois anos naquele projeto de estádio.


Serão os dois últimos dos cinco jogos chave para afastarmos do Z4, embora a situação seja incômoda e preocupante ainda, temos razões de sobra para nos manter otimistas. Não somos como a laia rosada que costuma cair, seja em BH ou em Brasília. Por toda a nossa história, com este elenco e o apoio da nação, há motivos de sobra para o otimismo ficar em alta. Afinal, se do Z4 já estamos fora, temer não é necessário, nem em Minas, na Bahia ou no DF.


Quem realmente é necessário são os nossos gringos. Até hoje fico na dúvida se Ábila é realmente destro, aliás, estou em dúvida se ele é deste mundo. Do jeito que a bola vem, não importa a perna, o míssil sempre é letal, imperdoável, acho até que ele nem precisa de pernas para marcar. Espero que não volte a tentar praticar um futebol arte, nada de toque de classe, refinado, ou coisas do tipo. O estilo Wanchope é tiro, porrada e bomba, nada de alegria nas pernas, nem dancinhas ensaiadas.


Destaque também para Arrascaeta e a entrada do Romero. Mais uma vez o uruguaio destruiu no jogo e só faltou fazer chover. Até acho coerente o Mano optar por Henrique e Cabral no meio, ele confia nos dois, mas o meu xará está pedindo passagem e o seu conterrâneo não conseguiu acompanhar o ritmo. Mano, essa mudança é necessária e bem-vinda, chega em boa hora, só não pode  temer agora, porque pra sair de baixo é necessário trabalharmos com o melhor.


Os próximos dias certamente serão tristes para o nosso país, não será nada fácil ter que esperar até quinta-feira para ver o Cruzeiro em campo. Um final de semana com futebol, mas sem o maior de Minas em campo, é como ir num tributo ao Led Zeppelin e não ouvir "Stairway to Heaven".


O importante é que agora estamos no rumo certo, caminhando a passos largos em busca do penta da Copa do Brasil, uma situação mais tranquila no brasileiro e já começarmos a projetar um 2017 mais prospero, e, principalmente, sem temer no futuro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Temer não é coisa de Galo


FOTO: Bruno Cantini

Por Caio Mourão

Se o Brasil vive nos últimos anos uma crise econômica e política, isso não se aplica ao Clube Atlético Mineiro. Nos últimos cinco anos somos protagonistas do futebol nacional. Estamos muito bem obrigado com as nossas finanças, mesmo que para isso seja preciso negociar alguns dos nossos valores. Esse ano já se foram três: Jemerson no primeiro semestre, e agora Douglas Santos e Carlos.

Esse acúmulo de euros na conta bancária é o que nos permite reforçar constantemente o clube para seguir na briga forte e lutando por tudo. Com planejamento não sentimos tanto a falta dos negociados, para o lugar do Jemerson veio o Erazo, Fábio Santos está muito bem no lugar do Douglas e o Carlos era um reserva no estelar ataque alvinegro.

No que tange a política, nossa passagem de posto foi suave. Alexandre Kalil foi substituído de forma legal e honesta pelo seu vice, Daniel Nepomuceno. Nada a temer com a substituição. Foi planejado, foi íntegro e tem feito muito bem ao Galo a continuação do bom trabalho.

Agora começamos a caminhada para a reta final do campeonato Brasileiro. A minha obsessão, a nossa obsessão. Por natureza e instinto um Galo não foge a luta. Ele luta, luta, luta, como clama os atleticanos para que os atletas o façam no hino. Por natureza o Galo é forte, vingador, um resistente. Não tem dessa de temer com o Atlético.

O Galo vai para a reta final em terceiro posto. Só que com a esperança no céu de dias melhores. Vamos com todo respeito encarar Flamengo e Palmeiras, nossos principais rivais, dentro dos nossos domínios. Por isso reafirmo, com o Galo não há o que temer! Temer jamais! Vamos Galo, ganhar o Brasileiro!